Mais de 365

Assustei quando vi a data do último post. Não achei que tinha passado tanto tempo. Triste porque o que mais fiz no último ano foi escrever, compulsivamente. Para os outros, quase nunca para mim. E isso é realmente triste.

Um ano de merda, se é que vocês me permitem. Dois mil e dez foi um ano ruim e não me lembro de nada que tenha sido absurdamente bom. Talvez esse nem seja o modo justo para voltar a escrever mas e daí?!? A única vontade que sinto é aquela de dizer que geralmente, o ano começa depois do Carnaval. Considerando que o Carnaval acabou há pouco e que eu e minha grande amiga Paula combinamos que 2011 seria um ano bom, só posso esperar que realmente seja bom.

Estou ficando velha, passei dos 35, uma idade que nenhuma boneca bem sucedida, como eram todas as minhas Barbies, poderia imaginar de chegar. Mas na vida real essa idade chega e com ela, aquelas frustações que começam a pesar. E bastante! Meu amado amigo Humberto não chegou aos 40, sinto tantas saudades dele. Na verdade o post é para ele, como se ele já não soubesse de tudo o que sinto e de como me sinto aqui, desse jeito…

Mais um parágrafo desconexo. Desconexo como todos os sentimentos que viajam pela minha mente – ou pelo coração? Desconexos como me sinto do mundo onde Twitter e Facebook insistem em me informar o que todo mundo está fazendo, mesmo que não me interesse minimamente.

Tudo estranho mas já que estamos aqui, melhor “dar o melhor de si”. Em algum momento, deve valer a pena, não?!?

Um Comentário (+add yours?)

  1. li
    mar 13, 2011 @ 23:28:26

    Abrir a boca, melhor, tocar os dedos nas teclas e digitar, digitar, jogando para fora sentimentos reveladores de pensamentos lógicos ou não, conduz o ser à calmaria interior? Será? Basta voltar o olhar para o jornal do dia ou os ouvidos para outras mídias, lá vem! Não bastassem as trajédias naturais, também o produto natural e intelectual “homem”, trata de produzir as próprias, micro ou macros. Por melhor que sejam as intenções, miséria, fome e guerra só demonstram a ausência de solidariedade e outras virtudes nos grandes e pequenos habitantes deste planeta. Há algo mais a se fazer que comprar e vender; algo mais que financiar, exportar, importar, etc. Lapidar a si, contribuir para melhorar o que está à nossa volta, talvez seja uma boa estratégia para contribuir com o todo. Boa semana, com boas notícias, algo que produza um largo e espontâneo sorriso em seu rosto.

    Responder

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